Saiba as cidades com maior representatividade plus size nas passarelas

As mais clássicas semanas de moda chamam atenção de todos que se interessam pelo mundo fashion e querem saber, em primeira mão, o estilo que vai vingar nas próximas estações. Em Nova York, Paris, Milão e Londres, modelos conceituadas desfilam para valorizadas grifes. O que parece ser esquecido, contudo, é a representatividade, já que as maiores numerações (plus size) representaram menos de 1% dos looks apresentados durante o mês de setembro.

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Looks de maiores numerações representam pequena minoria nas passarelas, mas há quem lute pela inclusão

Os dados são de levantamento realizado pela Vogue Business, a partir de análise das quatro maiores semanas de moda que apresentaram os looks para Primavera/Verão 2024. O plus size foi evidenciado em apenas 0,9% dos quase 10 mil looks apresentados nos 230 desfiles das quatro principais cidades. Já os looks midsize representaram 3,9% do total. 

Em Nova York, 1,2% dos looks foram plus size, o dobro da temporada passada. Já a representatividade dos modelos midsize caiu de 5,7% para 5,2%. As passarelas de Paris tiveram índices de inclusão parecidos (1,1% plus e 6,9% mid).

Mulheres desfilam em fila em passarela - Metrópoles
Nova York e Paris ainda têm baixos níveis de representatividade

 

Mulher que venceu o câncer desfila em Nova York - Metrópoles
Número de looks plus size aumentou no NYFW, mas houve diminuição nos midsize

Londres lidera em modelos plus size

Mantendo a tradição, a capital inglesa continua sendo a cidade mais inclusiva nesta temporada. Modelos mid e plus size representaram, juntos, 11,2% das passarelas londrinas, um crescimento de 3,7% em relação ao Outono/Inverno 2023. Com a evolução, Londres passa a ter a primeira das quatro grandes semanas de moda pelo mundo com a representatividade do grupo em mais de 10%.

Destaque no tema, a marca famosa por montar seu elenco nas ruas de Londres Chopova Lowena dominou a inclusão, com 95,2% do desfile sendo midsize, e 4,8% plus size. A Palmer Harding foi a segunda colocada, pela primeira vez no top 10, seguida por Di Petsa, Patrick McDowell e Bora Aksu.

Mulher em vermelho desfila - Metrópoles
Desfila da Chopova Lowena foi inclusivo em quase sua totalidade

 

Mulher em preto desfila segurando espelho - Metrópoles
Di Petsa também se destacou nesse quesito

 

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Mulher em azul desfila em Londres - Metrópoles
Londres tem as passarelas mais inclusivas

A capital da moda enfim pensa na representatividade

Apesar de ainda ter os piores números entre os quatro grandes (1% dos looks foram plus size), Milão registrou uma melhora expressiva neste cenário, com um crescimento de cinco vezes no número de modelos plus size em comparação à temporada passada. Esse pode significar o início da conscientização acerca do tema na cidade italiana, já que, no Outono/Inverno 2023, a parcela de modelos plus size foi apenas 0,2% do total. 

Duas grandes marcas têm impacto direto nesse crescimento: a Moschino e a Dolce & Gabbana. A primeira grife apresentou 9,1% dos modelos sendo mid ou plus size, enquanto, entre quem modelou para a D&G, o grupo representou 8,9%. A Ferragamo também se destacou, com 4,7% dos modelos sendo mid ou plus.

Desfile Moschino plus size - Metrópoles
Entre as grandes marcas, Moschino lidera representatividade em Milão

 

Ashley Graham desfilou para a Dolce & Gabbana em Milão - Metrópoles
Ashley Graham desfilou para a Dolce & Gabbana na capital da moda

 

Paloma Elsesser desfila para Ferragamo em Milão - Metrópoles
Paloma Elsesser para Ferragamo

Plus size: conceito e representatividade

Mas afinal, o que é o plus size? O termo denomina aqueles que vestem tamanhos maiores. Entre as mulheres, são consideradas a partir de 45, e o midsize varia de 39 a 44. O aumento na representatividade desses números aumenta vagarosamente pelas passarelas do mundo, e modelos demonstram querer uma evolução mais rápida, como afirmou Paloma Elsesser, que desfilou, nesta temporada, pela Ferragamo, em Milão, e pela Mugler, em Paris.

“Eu tinha esperança de continuar a ver um progresso, mas foi mantida a tendência para a magreza”, desabafou a modelo em entrevista à Vogue Business. 

A estilista Gita Omri apresentou, na Semana de Moda de Nova York, um desfile no qual 50% dos looks eram plus size, média muito acima do restante da semana. A profissional relatou à revista Glossy a dificuldade para conseguir esses números: “O NYFW tem a cultura de escalar os modelos poucos dias antes do desfile, mas corpos maiores precisam de mais tempo para ajustar corretamente às roupas”. Gita conta que não ficou satisfeita com alguns dos looks, não por conta do tipo de corpo, mas pela falta de tempo para ajustes.

Paloma Elsesser em meio a outras modelos - Metrópoles
Paloma Elsesser está acostumada a ser uma das poucas plus size em eventos

 

Peça publicitária Gita Omri - Metrópoles
Confira o desfile da Gita Omri clicando aqui

As semanas de moda são datas canônicas dentro do mundo da moda e têm grande parcela de responsabilidade naquilo que vai ser visto como novidade ou ultrapassado. A dominância de corpos extremamente magros torna um desafio enxergar as peças sendo inseridas na vida real, já que até mesmo os modelos que portam as novidades fogem dos padrões encontrados em uma sociedade fora das passarelas. Além disso, a pequena porcentagem de modelos mid e plus size se torna apenas uma cota a ser cumprida, já que participam em escassa parcela dos desfiles, sendo difícil até mesmo considerar como inclusão.


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