PF prepara relatório para rebater acusações da Abin

Em meio a um mal-estar com agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), investigadores da Polícia Federal (PF) preparam um relatório que deve demonstrar, segundo eles, a necessidade de terem tomado medidas cautelares contra os servidores da agência na semana passada.

Na Abin, a operação da última sexta-feira (20/10) é vista como injustificada. Agentes dizem que colaboraram com a investigação e sustentam que uma busca e apreensão nas dependências da agência compromete o trabalho de inteligência e cria risco de exposição de dados sensíveis.

Um dos pontos centrais de divergência é se a agência colaborou com as investigações. Na PF, fontes ouvidas pela coluna dizem que o material coletado na operação demonstra a sua necessidade para obter provas.

Para comprovar isso, investigadores estão finalizando um relatório parcial sobre o que encontraram na busca e apreensão, tomando o cuidado de não expor informações sensíveis sobre agentes da Abin.

Como mostrou o jornalista César Tralli, a PF encontrou nas premissas da Abin um outro software de monitoramento além do FirstMile. Esse programa funciona como um vírus de computador, infectando equipamentos de alvos potencialmente monitorados pela agência.


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