Pepino? Chocolate? Veja riscos de inserir itens aleatórios na vagina

Entra ano, sai ano, e muitas mulheres continuam fazendo o que todos os especialistas mandam não fazer: inserir objetos e até mesmo comidas na vagina. Seja para substituir um sex toy, seja para fazer um “tratamento natural” sem indicação médica, mulheres colocam a saúde íntima em risco ao expor a mucosa vaginal dessa forma.

Por conta disso, a fisioterapeuta pélvica Camila Rocha, que faz sucesso no TikTok e Instagram com seus conteúdos didáticos e bem-humorados, viralizou ao postar um vídeo listando coisas que deveriam passar longe de vaginas, mas continuam sendo erroneamente utilizadas.

Na lista, aparecem frutas e verduras; camisinhas com cor e sabor; doces, como chocolate e chantilly; e até mesmo artifícios naturais, caso do alho e óleo de coco, que podem oferecer riscos quando usados sem prescrição médica (assista ao vídeo aqui).

Em entrevista à coluna Pouca Vergonha, Camila afirma que recebe diariamente diversas perguntas de seguidores que têm problemas como dores e alergias após exporem a mucosa da vagina a substâncias que não deveriam.

“Atualmente, é muito fácil encontrar todo tipo de informação e receitinha natural ensinando a usar óleos, babosa, alho, entre outros dentro da vagina, mas esses são recursos que apenas um especialista pode receitar”, diz.


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Quando o assunto é utilizar alimentos fálicos para se masturbar, a fisioterapeuta elucida que ainda há muito tabu e preconceito, principalmente por parte das mulheres, que historicamente foram privadas de sua autonomia sexual e, muitas vezes, estão inseridas em um relacionamento em que o marido “não deixa” ter sex toys, produtos indicados para a masturbação.

Para além disso, o pornô também pode influenciar na hora de inserir comidas no sexo, como o chocolate, leite condensado e chantilly. “Muitas pessoas tomam o pornô como verdade, mas o sexo real não acontece daquela forma”, pontua.

Masturbação raiz

A grande solução para quem não quer ou por algum motivo não pode adquirir um sex toy é a masturbação raiz, com os dedos. Para Camila, o método manual ainda é a melhor forma de autoconhecimento.

“Mesmo para pacientes com acesso a sex toys, eu indico revezá-los com a masturbação com as mãos. Afinal, os vibradores são máquinas, e pessoa nenhuma vai conseguir reproduzir aquele movimento. Para variar e não acabar se acostumando apenas com o padrão do vibrador, é sempre bom continuar recorrendo aos dedos”, indica.

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Por fim, Camila lembra que, mesmo com os sex toys ou as mãos, ainda são necessários cuidados básicos de higiene. “Sempre lavar as mãos e embaixo das unhas antes de tocar seu corpo, e também manter a manutenção de limpeza dos vibradores. Limpar antes, limpar depois, utilizar preservativos e guardar em locais seguros e específicos para eles”, finaliza.


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