Centros de ajuda em Gaza são invadidos por milhares de pessoas

A Agência de Assistência e Obras das Nações Unidas (Unrwa) informou que milhares de pessoas invadiram armazéns e centros de distribuição, principalmente nas áreas central e sul da Faixa de Gaza. Farinha de trigo e outros “itens básicos de sobrevivência”, segundo o grupo, são os principais materiais levados. A situação piora com a informação de que Israel vai intensificar os ataques terrestres.

Um desses centros fica em Deir al-Balah, cidade na qual a Unrwa recebe os os suprimentos dos comboios humanitários vindos do Egito.

“Este é um sinal preocupante de que a ordem civil está a começar a ruir após três semanas de guerra e de um cerco apertado a Gaza”, afirmou Thomas White, diretor do órgão. “As pessoas estão assustadas, frustradas e desesperadas. Eles sentem que estão sozinhos, isolados das suas famílias dentro de Gaza e no resto do mundo”, continuou.


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Segundo ele, essa sensação de tensão e medo é agravadas pelos cortes nos telefones e internet.

Já a Crescente Vermelho Palestino, braço da Cruz Vermelha na região, informou que Israel pediu a evacuação imediata do hospital de Al-Quds porque ele “será bombardeado”. “Desde esta manhã, ocorreram batidas a 50 metros do hospital”, acrescentou o grupo em uma publicação no X.

As informações de desespero por parte da população civil na Faixa de Gaza são completadas por mais uma crítica do secretário-geral da ONU, António Guterres, a Israel. Ele novamente apelou para um cessar-fogo na região.

“A situação em Gaza está a ficar cada vez mais desesperadora. Lamento que, em vez de uma pausa humanitária extremamente necessária, apoiada pela comunidade internacional, Israel tenha intensificado as suas operações militares”, apontou Guterres numa visita à capital do Nepal, Katmandu.

Mais um passo pode ser dado para o cessar-fogo nesta segunda-feira (30/10). O Conselho de Segurança da ONU marcou uma reunião de emergência para a tarde de amanhã, a pedido dos Emirados Árabes Unidos.

Invasão terrestre em Gaza continua

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), contra-almirante Daniel Hagari, confirmou que, em meio ao crescimento da operação terrestre em Gaza, os militares trabalhavam para trazer para casa os reféns mantidos pelo grupo extremista Hamas. Em atos terroristas a partir do último dia 7 de outubro, o Hamas matou milhares de civis e fez mais de 200 de cativos.

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“Todos nós fazemos de tudo para trazer os reféns para casa. É uma prioridade máxima”, discursou Hagari.

O militar confirmou que um novo grupo de soldados de vigilância seria convocado. Esses soldados de vigilância das FDI (tatzpitaniyot, em hebraico), são do Corpo de Inteligência de Combate. São responsáveis por atuar ao longo das fronteiras do país, inclusive em Gaza e Cisjordânia.

O trabalho deles é ser “os olhos do exército”. Fornecem informações de inteligência em tempo real aos soldados que estão no território de guerra, 24 horas por dia, sete dias por semana.


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